Roberto Fonseca
Somos um Pais Independente! Será???
Independência, na acepção exata da palavra, é um sonho impossível, uma quimera, considerando que vivemos num mundo onde todos os países estão interligados
Nosso grito de hoje não pode ser o mesmo de 1822. Ele deve ser produto do nosso sentimento nacionalista e da nossa sensação de pertencimento ao nosso País.
Por Fonseca.R
Às vezes, por respeito à verdade nos obrigamos a questionar conceitos tidos como verdadeiros e inquestionáveis. É fato que há 201 anos, mais precisamente no dia 7 de setembro de 1822, ao romper o seu vínculo de “Colônia de Portugal” o Brasil tornou-se um país soberano. Deixou de ser colônia, transformando-se numa nação autônoma. Porém, o que não é verdadeiro é que se tornou um “País Independente”. O Brasil nunca foi, não é e nunca será um País independente. A palavra independência tem muitas interpretações e para ser independente é preciso muito mais que conquistar a soberania nacional.
Independência, na acepção exata da palavra, é um sonho impossível, uma quimera, considerando que vivemos num mundo onde todos os países estão interligados, onde todos são dependentes uns dos outros. Onde o fenômeno da globalização aproximou os países econômica e culturalmente. Onde o avanço das tecnologias de comunicação e de transporte, fez com que o fator espaço/tempo/distância que antes os separava, agora os aproxima.
As trocas humanas aumentaram, fazendo com que diferentes sociedades compartilhassem suas culturas. Fato que permitiu que uma mesma região passasse a desenvolver diferentes práticas culturais e até mesmo crenças diferentes.
Meus Irmãos. Não permitamos que o 7 de setembro seja, como tem sido pela grande parte dos brasileiros, visto como mais um feriado no nosso calendário, sem significado algum. É chegada a hora de conquistarmos essa tão sonhada independência, que só acontecerá quando exorcizarmos tudo de ruim que hoje nos atinge. Quando soubermos valorizar os principais aspectos positivos do nosso País e de nossa história que foi forjada através de muita luta e muito sacrifício.
Nosso grito de hoje não pode ser o mesmo de 1822. Ele deve ser produto do nosso sentimento nacionalista e da nossa sensação de pertencimento ao nosso País. Como alguém um dia afirmou “Independência começa na consciência individual, mas só a consciência coletiva em ação é capaz de construir uma Nação. E a Nação é o produto do esforço coletivo e consciente de um país humano, repartidor de riquezas e solidário com seu povo. Nação rima com justiça, inclusão, democracia e cidadania. País independente, sem essa consciência prática, não constitui uma Nação. É apenas uma citação geográfica sem soberania, vulnerável e economicamente dependente. ”
Não queremos ser, eternamente “o país do futuro. Queremos ser o país do presente. Preocupado em construir valores essenciais para criação de políticas públicas voltadas à promoção da justiça social e da solidariedade e, ao mesmo tempo, nos contrapor aos seus contrários: a iniquidade e a desigualdade.




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